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“A grande protagonista deste século será a cidade”, afirma Alckmin no Congresso de Municípios

Administração - 16/10/2019 | 20:52

Foto: Assessoria de Comunicação

A frase do governador Geraldo Alckmin, no Congresso de Municípios foi recebida com alegria e entusiasmo pelos congressistas presentes em Campos do Jordão, no 63° Congresso Estadual de Municípios.  A palestra encerrou o dia 16, com plateia lotada. Ao término, o governador foi aplaudido em pé e recebeu uma placa da APM com os seguintes dizeres:

“A APM – Associação Paulista dos Municípios homenageia o Dr. Geraldo Alckmin, governo sempiterno no coração do municipalismo paulista”.

O termo sempiterno significa aquele que dura ou vive sempre; contínuo, eterno, perene, infinito. Foi a forma que a APM escolheu para homenagear o governador, que sempre foi amigo do municipalismo.   O “sempre governador” foi recebido com carinho e entusiasmo pelos congressistas. Figura presente em muitos congressos, Alckmin que já foi prefeito e vereador, comunga com os congressistas das suas preocupações. “Este não é um congresso de prefeito e governador, mas sim um congresso da cidadania. De quem acredita que é possível melhorar este país”, disse. O tema da sua palestra era Saúde. Médico anestesista, Alckmin é um otimista, com os avanços da medicina e o aumento da expectativa de vida. “A expectativa de vida ao nascer é de 76 anos. Mas quem chega, aos 65, a expectativa é de 82 anos para homens e 86 anos para as mulheres”, afirmou. Alckmin, porém, foi incisivo ao dizer que a “saúde não tem preço, mas a medicina tem custo”. Ele lançou duas bandeiras para o movimento municipalista: uma para melhorar o financiamento da saúde, sobretudo pelo  governo federal; outra para cobrar dos planos de saúde, o tratamento feito pelo SUS, de quem tem seguro saúde.  “O governo federal está se retirando do financiamento da saúde. Hoje, um médico recebe do SUS R$ 4,00, por consulta. Um médico especialista recebe R$10,00. Para retirar um câncer, são R$ 46,00. Esta é a tabela do SUS”, lembrou. Alckmin afirma que quem é mais cobrado são os prefeitos e vereadores. “Mas ninguém fala do governo federal. Na medida em que há dificuldade, a população acusa quem está perto. Mas não corrige a tabela e ao fazer isso, está saindo do financiamento. Hoje a participação federal é de menos que 50%. O restante é custeado pelos Estados e Municípios”, afirmou. Alckmin lembrou que governar é escolher. Em todo o país, a saúde é uma das maiores preocupações.  “Mas prioridade sem dinheiro é somente discurso”, disse. Ele lembrou que participou de um Congresso de Medicina, onde uma pessoa do setor privado disse que o problema do SUS não era dinheiro, mas sim gestão. “Ocorre que 52% do volume de dinheiro gasto na saúde é para atender 25% da população brasileira, que tem plano de saúde. O SUS, para atender 160 milhões de pessoas, fica com 48%”, disse. Cobrar das operadoras O governador lembrou que é preciso cobrar das seguradoras de saúde. “Se atender alguém, na saúde, que tem seguro, tem que cobrar. Mas na saída. Faz o atendimento e manda a fatura para a operadora”, disse. Um projeto de lei, neste sentido, já está em tramitação no Congresso Nacional.  Emprego Alckmin acredita que o homem terá solução para superar crises de abastecimento e de energia, mas não está se preparando para superar o desemprego. “ O problema do futuro será o emprego. Com a mecanização e a automação, vamos assistir a maior concentração de renda da história. Os ricos ficarão cada vez mais ricos e os pobres mais pobres”, disse.  Para ele, este futuro desafiador precisa da organização política, para que não entremos numa era incivilizatória, onde  as diferenças se propagam. “ A política é a mais nobre das atividades humanas. A maior das virtudes, segundo Santo Agostinho. Temos que recuperar este valor”, afirmou.  O Brasil tem o pior índice de Gini, entre os países da OECD. Somos o país mais desigual. “E eles ainda têm a petulância de desvincular o salário mínimo”, disse.