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Na semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência, escolas recebem o Teatro da Saúde

Saúde - 30/01/2020 | 16:18

Assessoria de Comunicação

Foto: Assessoria de Comunicação

A Cia de Teatro da Secretaria Municipal de Saúde, está encenando nas escolas, nesta semana, uma peça que convida à reflexão e conscientização sobre a gravidez na adolescência. A ação faz parte da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, criada no ano passado, para ser comemorada sempre na semana que incluir o dia 1º de fevereiro. De forma lúdica, o teatro promove conscientização, o que impacta positivamente os alunos, familiares e educadores e complementa o trabalho iniciado há quatro anos e que reduziu, pela metade, o número de adolescentes grávidas em Campos do Jordão. A ação, que é dirigida aos alunos do ensino fundamental 2, esteve na quarta-feira (29), na escola Dr. Antônio Nicola Padula e Irene Lopes Sodré. Hoje (30) é a vez das escolas Lucilla Florence Cerqueira e Laurinda da Matta. Na sexta-feira (31) o cronograma se encerra nas escolas Tancredo de Almeida Neves e Educador Anísio Teixeira. O trabalho de prevenção na cidade é permanente e foi intensificado nos últimos quatro anos. Todos os meses, acontecem atividades nas escolas, através das equipes de Estratégia de Saúde da Família e médico ginecologista do NASF - Núcleo de Apoio a Saúde da Família. Nas atividades desenvolvidas com os alunos, os profissionais de saúde trabalham os aspectos sociais, destacando os reflexos da gravidez, que pode acabar por interromper a vida escolar, aumentar a situação de vulnerabilidade da jovem mãe e seu bebê, principalmente no caso de famílias com baixa renda. Os jovens são informados também sobre os diversos riscos à saúde de mãe e filho quando acontece a gravidez na adolescência. A elevação da pressão arterial e crises convulsivas (eclâmpsia e pré-eclâmpsia), são alguns dos problemas que podem acometer a adolescente grávida. Dentre os agravos mais comuns no bebê, estão a prematuridade e o baixo peso ao nascer. Relatório das Nações Unidas destaca, por exemplo, que as mortes perinatais são 50% mais altas entre recém-nascidos de mães com menos de 20 anos na comparação com recém-nascidos de mães entre 20 e 29 anos. O trabalho que intensificado já tem um resultado muito positivo. O numero de gravidezes entre adolescentes com idades entre 15 e 19 anos, caiu pela metade. Em 2006 foram 160 casos e em 2019, foram 81 casos. Já entre meninas entre 10 e 14, o número baixou de 6 para nenhum caso, no ano passado. Confira nos gráficos a evolução dos resultados do programa.