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Oficina reúne alunos-monitores do Instituto Federal e  professores para preparação do projeto WASH que começa em março

Educação - 12/02/2020 | 15:10

Assessoria de Comunicação

Foto: Assessoria de Comunicação

Na tarde desta terça-feira (11) Professores das seis escolas municipais de Ensino Fundamental II, Supervisão e Coordenação da Secretaria Municipal de educação, Professores do Instituto Federal, alunos monitores do Instituto Federal, além da equipe do Meio Ambiente e equipe do CEMADEN Educação, realizaram mais uma oficina preparatória para o Programa WASH (Workshop Aficionados em Software e Hardware). Os alunos do ensino médio e de graduação do Instituto Federal de Campos do Jordão são bolsistas no projeto. Supervisionados pelos professores, serão eles que darão as oficinas aos alunos da rede municipal de ensino. As oficinas do Projeto terão início em Março. No primeiro semestre serão os alunos dos sextos e sétimos anos das escolas Anísio Teixeira, Tancredo Neves e Nicola Padula. No segundo semestre, ingressam no projeto os alunos das escolas Irene Lopes Sodré, Laurinda da Matta e Lucilla Florence Cerqueira. Serão oferecidas oficinas de três horas de duração, onde os alunos desenvolverão, entre outras experiências científicas, jogos de simulação de risco de desastres naturais, aprendendo a programar e dando uma utilidade prática para a ação.

O projeto WASH é mais uma ação que desenvolvemos na melhoria das oportunidades junto a educação em Campos do Jordão. De ponta a ponta, alunos e professores são treinados, capacitados e desenvolvidos para atuar no campo da tecnologia. Este é o caminho que certifica a qualidade das ações educacionais”, afirma a Secretária de Educação Marta Esteves.

Oficinas para educadores As oficinas vêm acontecendo, desde dezembro do ano passado, para preparar os educadores e técnicos das secretarias envolvidas.

Com o apoio do MCTIC/CEMADEN Educação pretendemos fazer ainda mais parte da história e da vida dos jordanenses, ao contribuirmos na redução dos Riscos de Desastres Naturais e elevar o Capital Social do cidadão de Campos do Jordão.”, disse o professor do IFSP-CJO, Luiz Oran, que coordenará o projeto.

Campos do Jordão será o maior projeto do Brasil Para trazer o programa na cidade, o Prefeito Fred Guidoni foi até Brasília para conseguir a liberação de R$ 340 mil para as bolsas do Instituto Federal de Campos do Jordão, que pagarão aos alunos monitores.  O valor da liberação torna o projeto de Campos do Jordão o maior no país, numa única localidade. Para efeito de comparação a verba destinada à cidade é maior que a de muitos estados e a maior já contemplada para um único núcleo.

Nós queremos universalizar o acesso para todos os alunos da rede pública e não escolher uma, ou outra escola. Todos têm o mesmo direito. Estamos preparando os nossos jovens para um futuro que passa pelas novas ferramentas tecnológicas. Com isso também valorizamos o Instituto Federal e iniciamos a formação de um núcleo diferenciado em tecnologia”, afirma o prefeito Fred Guidoni.

O projeto em Campos do Jordão também tem parceria do CEMADEM – Educação (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) no desenvolvimento de um aplicativo de monitoração de riscos.

A nossa estreita parceria com o CEMADEM, que tornou a cidade referência no Brasil na prevenção de desastres, vai agora contar um aplicativo inédito, que será desenvolvido pelo IFSP com os alunos da nossa rede municipal”, explica o Secretário de Segurança Pública Wander Vieira.

O Programa Wash O Programa WASH – Workshop Aficionados em Software e Hardware, foi idealizado pelo pesquisador Dr. Victor Pellegrini Mammana. ´Trata-se de uma  atividade educacional, no âmbito da escola básica, de promoção do “Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics” (STEAM). Em sua fase inicial, foi implantado no CTI Renato Archer, unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC, no período de 2013 a 2018, que abriu o CTI, aos sábados, à comunidade e agregou multiprofissionais e voluntários.  O Programa se valeu de conceitos advindos de diversas origens, experiências e estudos, consolidando-se como uma proposta colaborativa. O objetivo é propiciar oportunidades de vivência aos educandos (crianças e adolescentes), protagonistas do WASH, da rede pública de ensino, com o método científico, as metodologias ativas e STEAM, incentivando inovação e criatividade no processo ensino-aprendizagem. O WASH estimula a disseminação e popularização da ciência em larga escala, ao realizar oficinas no contraturno escolar; estabelece a ponte entre os centros de excelência, representados pelos Institutos Federais, Universidades e unidades de pesquisa com as escolas públicas, integrando as redes de educação no território. Conforme Documento de Referência constante na Portaria nº 178/2018/SEI-CTI, as vivências se constituem em espaços de interação humana entre os educandos, bolsistas de iniciação científica (CNPq)/monitores e multiplicadores de oficinas, equipe de coordenação, orientadores, professores, gestores públicos, representantes da comunidade e voluntários.  Nas oficinas, os bolsistas devem atuar como agentes multiplicadores dos conhecimentos adquiridos. As oficinas envolvem a ferramenta Scratch, criada pelo grupo Lifelong Kindergarten no Media Lab do MIT - Massachusetts Institute of Technology, mas não se restringem a isso, cabendo a cada entidade promotora especificar as atividades a serem realizadas.  A única exigência é que as atividades devem ocorrer sob a égide do método científico. O desafio de tornar o WASH um programa de alcance nacional tem se concretizado com o financiamento das bolsas de pesquisa que são oriundos do Tesouro Nacional, por meio de emendas parlamentares.