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Campos do Jordão reduz pela metade a mortalidade infantil

Saúde - 26/07/2018 | 08:35

Assessoria de Comunicação/ Prefeitura de Campos do Jordão/ Sérgio Biagioni

Foto: Assessoria de Comunicação/ Prefeitura de Campos do Jordão/ Sérgio Biagioni

Investimento no pré-natal, em equipamentos e na capacitação dos profissionais da atenção básica , estão entre as intervenções que resultaram na queda da mortalidade infantil.

Enquanto no Brasil, a taxa de mortalidade infantil subiu 4,8% entre 2015 e 2016, representando o primeiro aumento em 26 anos, em Campos do Jordão, a mortalidade infantil caiu mais da metade, nos últimos cinco anos: foi de 16,5 em 2012, para 7,82 em 2017.

A taxa de mortalidade infantil é medida de acordo com o percentual por mil nascidos vivos. No país, a taxa registrada é de 14 mortes por mil ( o dobro da jordanense). Nas cidades da região, em 2017, a média da taxa de mortalidade foi de 11,51 por mil. O índice obtido pela cidade, no último ano, é o menor da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e equivale, de acordo com levantamento da Organização Mundial de Nacional de Saúde, publicado pela Revista Veja, neste final de semana, ao de países como Estados Unidos, Chile e Uruguai. O país, num todo, tem como meta chegar ao índice jordanense, apenas em 2040, de acordo com a Unicef.

Há ainda mais um dado promissor: a mortalidade infantil registrada na cidade está concentrada nos primeiros sete dias e não ocorreram por causas evitáveis, mas sim, em função de má-formação fetal e de outras anomalias. A taxa de mortalidade infantil é calculada em relação ao número de crianças com menos de um ano que morreram, dividido pelo número de crianças nascidas e multiplicada por mil.

E ainda há melhores notícias para as mulheres jordanenses. Pouco debatida, a morte de mulheres durante a gravidez, parto ou puerpério, vitima silenciosamente cerca de cinco mulheres por dia no país. Em 2016, 1.829 mulheres morreram no Brasil, por causas relacionadas e ou agravadas pela gravidez, aponta relatório da Unicef. Porém, nenhuma delas, era de Campos do Jordão. A mortalidade materna, em Campos do Jordão é zero, desde 2014.


São três ultrassons por gestação, no mínimo. Os cuidados com as futuras mamães é constante

CAUSAS

A queda na mortalidade infantil e materna, em Campos do Jordão, não se deu de uma hora para outra. Tampouco é fruto do acaso. A taxa foi diminuindo desde 2013 e revela, por um lado, os cuidados na atenção básica e, por outro, os de alta complexidade, para gestantes e fetos.

Soma a este fato, os cuidados com o saneamento básico. Desde 2013, a cidade conta com tratamento de esgoto. Os programas, como o “se liga na rede” e de ampliação da distribuição de água, foram ampliados. Se até 2012, ainda havia mortes de crianças com doenças como diarreia e outras complicações causadas por bactérias, este quadro desapareceu.

Uma das primeiras medidas adotadas pela gestão do prefeito Fred Guidoni, na saúde, foi o cuidado com a gestante, o parto e o recém-nascido. Para que este cuidado desse resultado, houve uma intensificação no atendimento à gestante. Em 2012 foram feitos 1.480 atendimentos à gestante. Em 2017 este número quase dobrou: foram 2.643.

"Nós entendemos que esta era uma meta a ser perseguida. E investimos para trazer mais qualidade no atendimento e no parto, ao mesmo tempo em que adquiríamos novos equipamentos para melhorar o diagnóstico precoce de problemas. Temos ainda onde avançar, mas o resultado apresentado é fruto do trabalho diário e da perseguição de uma meta", afirma o prefeito Fred Guidoni

Desde 2014, a Prefeitura adotou um protocolo de pré-natal na Atenção Básica. No mínimo são sete consultas de pré-natal. As gestantes também fazem mais exames. São pelo menos três ultrassons durante a gestação, um por trimestre. Foram implantados testes rápidos de HIV, Hepatites e Sífilis. Hoje também é realizado o exame rápido de urina em todas as consultas possibilitando o tratamento imediato quando necessário. Ao todo, são cerca de 24 exames pré-natais, incluindo o controle da pressão arterial. As gestantes saem das consultas com prescrição de vitaminas, ácido fólico ( importante para a formação da meninge e coluna cervical do feto) e sulfato ferroso. O programa prevê também atendimento odontológico, social, psicológico e nutricional. As gestantes que faltam às consultas são procuradas pelas agentes de saúde, que também visitam a nova mamãe e o recém-nascido, para acompanhar os primeiros cuidados com os bebês.


As futuras mamães e familiares participam de palestras educativas. Quem precisa recebe enxoval.

A importância do Complexo de Saúde

Mas foi a partir da inauguração do Complexo de Saúde, em Janeiro de 2016, que resultou na instalação no local do Centro de Atenção à Mulher que houve um avanço maior. As gestantes passaram a participar de grupos educativos e as gestações de alto risco um acompanhamento de equipe especializada a partir da 30ª Semana de Gestação. No Centro de Atenção à Mulher também são feitos exames de Cardiotocografia, que avalia o funcionamento do coração do bebê, ainda na barriga da mãe. Hoje a cidade também participa do projeto Bebê à Bordo, com palestras, visitas ao hospital e doação de enxoval para o bebê se necessário.

"Com a abertura do Complexo Municipal de Saúde, ganhamos autonomia para colocar em operação os programas e projetos que interessam à população e focamos na mulher, para assegurar um cuidado maior na gestação e no nascimento, sem esquecer o treinamento contínuo dos profissionais", diz o prefeito.

Humanização

Desde julho de 2013 a Prefeitura realiza trabalhos de educação permanente e humanização na rede municipal de saúde. Hoje os cronogramas mensais de treinamentos, estão vinculados a trabalhos de reflexão sobre o atendimento humanizado, comunicação, atendimento em grupo e compartilhado com visível melhoria, que já aparece na resposta da população.

Vacinação de crianças cumpre a meta

Outro fator que contribui para a queda na taxa de mortalidade infantil é o cumprimento das metas de vacinação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado para a queda na cobertura vacinal em todo o mundo, o que pode permitir o retorno de doenças já erradicadas. No Brasil e na região, cidades estão fazendo busca de pacientes, vacinando em casas, para evitar a volta de doenças. Porém em Campos do Jordão a situação é inversa. Dados da Vigilância Epidemiológica aponta que em Campos do Jordão o número de imunizações não apenas bate todas as metas, como as ultrapassam. Em 2017, os dados do SIPNI - Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações informa que em algumas vacinas, o número de imunizações em Campos do Jordão ultrapassa os 100%.

Para conseguir este número pesa o fato dos bebês já saírem vacinados da maternidade no Complexo de Saúde. Como atendemos na maternidade os municípios de Santo Antonio do Pinhal e São Bento do Sapucaí, o balanço do ano representa que tivermos 104% de cobertura na vacina BCG, 108% na Pneumocóccica e Meningocócica, 98% hepatite B e Pentavalente e 103,9% de Poliomielite.

“Estamos no caminho certo. Investindo na atenção básica, promovendo capacitação e estreitando os laços com a comunidade, seguimos juntos. E vem por aí, outras novidades para o setor”, finaliza o prefeito Fred Guidoni.

O “caminho certo” é referenciado pelo público atendido. O casal Lenícia Aparecida Santos Morais e o seu marido Waldemir Custódio dos Santos Júnior, estão ansiosos com a chegada do primeiro filho. O menino David é esperado para o início de Agosto. Waldemir acompanhou a esposa em seu útimo ultrassom. "Estamos muito contentes com o atendimento. Temos informação, exames, não falta nada. Não temos nada a reclamar, pelo contrário", afirma Waldemir.

Lenícia e Waldemir estão à espera do primeiro filho



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