Chuva forte provoca alagamento em Campos do Jordão

Em apenas uma hora choveu o equivalente ao previsto para 10 dias em fevereiro. Prefeitura acionou plano de contingência para fazer a limpeza e ajudar 40 famílias na Vila Britânia

Desde janeiro, a chuva tem castigado Campos do Jordão. Mas o maior índice de chuva foi registrado no dia 6 de fevereiro, no Pluviômetro instalado na região conhecida como Ribeirão Grande, onde está localizada a Vila Britânia.

Ali, choveu 79 mm em uma hora, no topo da montanha, onde há nascentes e uma represa. O volume de chuva que caiu em uma hora é o equivalente ao esperado para 10 dias no mês de fevereiro deste ano, segundo dados do Cemaden, ou o equivalente a 20 dias do que choveu em fevereiro do ano passado.

Com a forte chuva, parte da vegetação foi arrancada e invadiu as represas Monte Carlo e Itatiba localizadas mais abaixo. A vegetação ultrapassou as barragens e foi carregada pela água por cerca de 1500 metros, chegando nas proximidades da Escola TCC, na Vila Paulista.
No caminho desta correnteza, tem um córrego onde a vegetação represou a água sob a ponte da Avenida Escócia, na Vila Britânia, o que provocou o alagamento de 40 residências, localizadas na margem do córrego. As casas que estão em desnível da rua foram as mais atingidas e a água chegou a um metro nestas residências, levando muita lama.

A Defesa Civil e as equipes das Secretarias de Serviços Públicos, Meio Ambiente e Agricultura foram acionadas e todas as medidas necessárias para minimizar o problema foram tomadas pela Prefeitura, que acionou o seu plano de contingência mobilizando cerca de 30 funcionários, caminhões e máquinas para retirar a vegetação e auxiliar na limpeza das residências.

Todas as 40 famílias que tiveram suas casas atingidas foram visitadas pelas assistentes sociais e agentes de saúde da Prefeitura. Destas, sete precisaram de ajuda. Foi providenciado pelo Fundo Social de Solidariedade de Campos do Jordão a doação de colchões, roupas, cobertores e alimentos. As agentes de saúde orientaram as famílias sobre a desinfecção das casas e ofereceram cloro e água sanitária para a limpeza.

Por volta das 16h do dia 7, todo o trabalho de limpeza das ruas e das casas já havia terminado, mas até às 22h, homens e máquinas ficaram na local fazendo a desobstrução do rio. Até o final da tarde de quarta-feira, dia 8, a  Prefeitura retirou 12 caminhões de vegetação, o equivalente a 10 metros cúbicos de material a uma distância de 800 metros de onde choveu mais forte.

Vários outros pontos da cidade foram atingidos e faltou energia em diversos bairros.

A cidade continua em estado de atenção e a Defesa Civil mobilizada.

O índice pluviométrico acumulado nos últimos três dias era de 110 mm até a quinta-feira.

Os funcionários da Prefeitura continuam a fazer o trabalho de limpeza no córrego e sob a ponte da Avenida Escócia. Grande parte da limpeza do córrego, sobretudo embaixo da ponte, onde passa uma adutora de água da Sabesp tem que ser feita manualmente o que leva mais tempo.

 

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