Região Metropolitana do Vale do Paraíba terá cinturão de monitoramento

Governo do Estado de São Paulo libera R$ 3 milhões para instalação de câmeras de monitoramento integradas ao Detecta.

O governo do Estado de São Paulo, anunciou no início do mês de Julho, a liberação de cerca de R$ 3 milhões para o Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que é gerido pelo prefeito de Campos do Jordão, Fred Guidoni.

A liberação dos recursos marca uma nova fase das ações da Região Metropolitana e da própria Agem Vale e tem um destino certo: criar mecanismos para tornar a região mais segura.

Há pouco mais de dois meses na presidência do Conselho, o prefeito Fred Guidoni percorreu as cinco sub-regiões do Vale e conversou com todos os prefeitos e deputados da região para tirar uma pauta comum.

“Na região ficou claro que Segurança e Saúde, são os dois maiores problemas que preocupam os prefeitos das 39 cidades que formam a RMVLN”, afirma o presidente da Região Metropolitana e prefeito de Campos do Jordão, Fred Guidoni.

Ainda que Campos do Jordão figure como a 22° cidade no Ranking de Cidades Seguras no país, de acordo com estudo feito pela organização internacional Connected Smart Cities, da consultoria Urban Systems (Veja matéria abaixo),  a região sofre com a violência, sobretudo ligada ao tráfico de drogas.

Cortada por importantes rodovias, a Região Metropolitana é considerada a mais violenta do Estado de São Paulo. No Ranking, Campos do Jordão é a única cidade do Vale do Paraíba a integrar a lista de 30 cidades mais seguras do país. E Ubatuba, é a única do Estado de São Paulo na 28° posição.

 

Cinturão Eletrônico para combater a criminalidade

Para combater os crimes e colocar a região no futuro, o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana elaborou um projeto que prevê a instalação de câmeras em todas as cidades do Vale do Paraíba e a sua integração ao sistema Detecta, ampliando o número de Câmeras em algumas cidades e, na maioria delas, instalando os primeiros equipamentos de vídeo-monitoramento.

Com o dinheiro do Fundo, serão adquiridas cerca de 200 Câmeras.  Com o projeto, a região terá vídeo-monitoramento em tempo real, de todos os veículos que trafegam pelas principais estradas e em todos os acessos das 39 cidades.

A leitura do emplacamento e o cruzamento desta informação com os bancos de dados de segurança pública permitirão uma ação rápida e precisa do policiamento, sempre que é identificado algum veículo produto de furto, roubo ou suspeito de ser utilizado em ação criminosa.

Além de permitir ações policiais que resultam na recuperação do bem e prisão de infratores, o emprego das câmeras cria um ambiente desfavorável ao cometimento de crimes, ao fixar obstáculos ao infrator e por tabela, aumentar a segurança para a população.

Outro ponto é que a leitura permitirá influir no planejamento, com as análises investigativas, identificação de padrões e monitoramentos suspeitos através das informações armazenadas.

Hoje são 3.144 câmeras integradas ao sistema Detecta em todo o Estado de São Paulo, que já foram responsáveis pela prisão em flagrante de 4.731 pessoas. Na região, são 144 câmeras interligadas ao sistema, mas somente em algumas cidades.

A maioria das cidades da região não conta com câmeras instaladas e, em outras, as câmeras não estão interligadas ao Detecta ou não há câmeras com definição de imagem que permite a leitura da placa do carro. São câmeras, do tipo OCR, que permitem a identificação das placas dos carros que serão implantadas.

“Estamos dando um grande passo, dotando a região de mecanismos mais inteligentes de combate á criminalidade, que já mostraram a sua eficácia em outros países”, afirma o presidente da Região Metropolitana, Fred Guidoni.

 

O projeto

A identificação dos locais para instalação dos equipamentos foi feita pelos seis Batalhões da Polícia Militar, responsáveis pela execução do policiamento nos 39 municípios que compõe a Região Metropolitana.

Os critérios levam em conta o acesso às cidades, as rotas de fuga e indicadores criminais de roubo de veículos. O trabalho resultou em diversos pontos indicados pelas unidades policiais em todas as cidades.

O georreferenciamento dos pontos indicados e simultaneamente das câmeras já existentes permitiu identificar o cinturão formado e otimizar os recursos, buscando atingir mais eficiência. Os pontos foram validados pelos 39 municípios na última semana e o projeto já está na Casa Civil.

 

Próximos passos

A instalação agora aguarda a elaboração de convênio entre a RMVLN e a Secretaria de Segurança Pública do Estado. A secretaria fará a licitação para a compra de todos os equipamentos. A expectativa é de que até o final do ano, as câmeras já estejam instaladas.

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